Fenômenos climáticos estão gerando tempestades em partes do globo, e estas modificam paulatinamente algumas regiões da Terra.
Cientistas observam, alertam. Animais migram e ameaçam o habitat de outras espécies. Plantas tóxicas são arrancadas e espalhadas para além do seu nicho conhecido. Novos comportamentos de cuidados são sugeridos ao ser humano.
No entanto, a hecatombe cultural humana também espalha veneno e ameaça a espécie.
O DNA da civilidade está sendo modificado.
A segurança da espécie humana não está nas mãos de nenhuma instituição, por mais propaganda que se faça. O avanço do imperialismo violento escancara isso.
Mas todos os déspotas que ora se encontram empoderados receberam permissão da maioria com poder decisório, em cada lugar onde estão.
Ou seja, apenas o humano pode salvar a si mesmo.
Abrindo mão da civilidade, um novo tempo de barbarismo está em curso. O fio longo da insensibilidade perpassa pelo Oriente, África, América Latina e Caribe, sufocando vidas a partir de propósitos de mando, controle e domínio da riqueza dos territórios.
Agora não há a quem clamar. Apenas uma necessidade gritante de reconfiguração de valores humanos poderá abrir caminhos, mas uma geração de incapazes está sendo moldada para o riso e o ódio fácil, deixando a habilidade de pensar para quem avança em estratégias escravagistas, normalizando a covardia invasora sobre nações não bélicas.
O DNA da civilidade está sendo expurgado da Terra.





