Diário de Pernambuco
Enquanto esperava a liberação dos corpos da pequena Ilda beatriz, de três anos, e sua tia, Janaína Rodrigues de Azevedo, 39, na manhã deste sábado no IML, o pai da garota, Eli Botelho, revelou traços da personalidade do suposto assassino das duas. Elas foram mortas pelo vizinho Washington Gusmão Ferraz Júnior, de 33 anos, na manhã da última sexta-feira. O corpo de Ilda Beatriz só foi encontrado pela polícia na por volta das 22h30 de ontem.
De acordo com Eli Botelho, o homem sempre foi uma pessoa estranha e calada. Ele morava ao lado da casa das vítimas com a mãe e uma filha de nove anos. A família conhecia o homem há cerca de quatro anos. Segundo Botelho, a mãe de Washington Gusmão precisou chamar a polícia algumas vezes por causa de agressões dele. “Por causa dos maus tratos contra ela e a filha dele, ela chamou a polícia umas quatro vezes. Mas nunca tivemos problemas com ele”, comentou.
Eli Botelho descreveu Washington Gusmão como alguém que bebia muito e usava drogas, além de não trabalhar. “Ficava apenas fazendo bicos. Ele não morava com o pai porque o próprio pai não queria. Mas o pai dele morreu há cerca de três anos. Foi quando ele parou de trabalhar de vez”, contou. Ainda de acordo com Eli Botelho, a mãe da criança e a avó materna estão em estado de choque e sob efeito de medicamentos, na casa delas, em Pau Amarelo.








