PE: MP investiga teto desabado, pragas e superlotação em hospitais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou uma série de investigações para apurar denúncias de degradação estrutural, sanitária e assistencial na rede pública de saúde do estado.

Um documento oficial aponta que o órgão acompanha casos críticos de superlotação, contaminação biológica e sinistros de infraestrutura em diversas unidades hospitalares.

As investigações foram motivadas por relatórios de deputados estaduais, baseados em dados do Sistema Eletrônico de Informações registrados entre novembro de 2025 e maio de 2026, que apontam um padrão sistêmico de precariedade nos serviços.

Diante da complexidade e da variedade dos problemas relatados, o MPPE optou por desmembrar as denúncias para dar celeridade às apurações, integrando algumas delas a procedimentos de fiscalização que já tramitavam na Promotoria de Defesa da Saúde da Capital.

Os relatos dos parlamentares detalham episódios graves, como o desabamento de forros na UTI Neonatal do Hospital Barão de Lucena e no 7º andar do Hospital da Restauração.

Também são alvos de apuração a presença de roedores e fungos no Hospital Agamenon Magalhães e no Hospital Geral de Areias, além de infestações de cupins que estariam provocando crises alérgicas em pacientes do Hospital Ulysses Pernambucano.

Três novas notícias de fato foram abertas para investigar os sinistros na Restauração, as falhas de desinsetização em Areias e a situação sanitária do Agamenon Magalhães.

Além das falhas estruturais, o Ministério Público enviou às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público denúncias sobre supostas irregularidades contratuais e dispensas indevidas de licitação envolvendo o Hospital Mestre Vitalino e Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs).

Em resposta aos questionamentos, o Governo de Pernambuco informou, em nota, que conduz um processo permanente de modernização e recuperação da infraestrutura da rede estadual.

O Executivo destacou investimentos que totalizam centenas de milhões de reais em reformas de setores assistenciais, modernização tecnológica e troca de equipamentos nas unidades citadas, garantindo que as intervenções seguem cronogramas planejados para não interromper o atendimento aos usuários do SUS.

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