PC conclui que militares ‘plantaram’ arma em vítima assassinada durante abordagem

A Polícia Civil de Alagoas concluiu que a arma apresentada por policiais militares após a morte do adolescente Gabriel Lincoln não pertencia a ele. O jovem foi morto durante uma perseguição policial em Palmeira dos Índios, no dia 3 de maio de 2025, e os agentes envolvidos alegaram que ele estava armado, apresentando um revólver como prova.

No entanto, após uma investigação detalhada, que incluiu exames periciais como análise de DNA, teste residuográfico e reprodução simulada dos fatos, foi constatado que Gabriel estava desarmado no momento da abordagem. A arma apresentada pelos policiais não tinha qualquer vínculo com o adolescente, o que levou os investigadores a concluir que houve tentativa de forjar um cenário de legítima defesa.

Com base nas evidências, três policiais militares foram indiciados por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e por fraude processual, por terem inserido elementos falsos na cena do crime. A Polícia Civil também solicitou o afastamento cautelar dos agentes, e o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá decidir sobre a apresentação de denúncia formal.

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