PC abre investigação contra suposta tortura policial em torcedor

 

Vinte e três dias após a denúncia de tortura na Delegacia de Homicídios- o coração do plano Brasil Mais Seguro, do Ministério da Justiça- o delegado Geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, designou o delegado Flávio Saraiva para apurar “possíveis maus tratos” contra o torcedor do América/RN, Al Unser Ayslan Silva do Nascimento.

Em 19 de julho, o juiz da Vara de Execuções Penais, Braga Neto, encaminhou ao Ministério da Justiça as denúncias de que o torcedor do América-RN Al  foi torturado na Delegacia de Homicídios de Maceió para confessar o asassinato do torcedor do CRB Jônatas Daniel dos Santos, 24 anos, morto em confronto das duas torcidas após jogo no estádio Rei Pelé, no dia 7 de julho.

“As provas são visíveis a olho nu, ele está com escoriações de toda natureza, no corpo, na cabeça, no rosto, nas costas”, disse o juiz. Segundo o advogado do torcedor, Hugo Trazola, a tortura aconteceu com sacos plásticos. Depois, ao ser encaminhado à Casa de Detenção, ele apanhou dos agentes penitenciários.

A polícia indicou Al Unser pelo assassinato do torcedor do CRB. Uma arma teria sido encontrada em poder dele. Al Unser estava em um dos três ônibus cercados pela polícia após o tiroteio.

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