Dois partidos que ocupam ministérios na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — União Brasil e Progressistas (PP) — anunciaram apoio ao movimento de obstrução liderado por parlamentares bolsonaristas no Congresso Nacional. A ação tem como objetivo pressionar pela votação de projetos de anistia e contestar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, orientou seus parlamentares a não registrarem presença em plenário, dificultando o quórum necessário para a realização de sessões deliberativas. A estratégia é considerada uma forma legítima de obstrução prevista no regimento interno, embora o movimento tenha se intensificado com a ocupação física das mesas diretoras da Câmara e do Senado por deputados da oposição.
A adesão dos partidos ao protesto chamou atenção por sua contradição política: ambos mantêm quatro ministérios na Esplanada — Comunicações, Esporte, Turismo e Desenvolvimento Regional — e integram formalmente a base do governo. Ainda assim, suas lideranças nacionais decidiram apoiar o motim, atendendo a um pedido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A decisão gerou desconforto interno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se posicionou contra a ocupação e afirmou que não aceitará chantagens. No Progressistas, o presidente Ciro Nogueira declarou que não haverá punição para parlamentares que decidirem não seguir a orientação da legenda.








