Palmeira dos Índios avalia estragos de tempestade

O aviso meteorológico publicado nesta segunda-feira (28) pela SEMARH alerta para a ocorrência de pancadas de chuvas no Sertão, Sertão do São Francisco e Baixo São Francisco. O temporal pode se estender até quarta-feira (30). Há a possibilidade de raios e rajadas de vento.

As consequências das fortes chuvas mobilizaram a Prefeitura Palmeira dos Índios depois da enxurrada que castigou a cidade na noite ontem (28).

Os danos atingiram estabelecimentos, residências, ruas e avenidas. De acordo com a Prefeitura, algumas Unidades de Saúde sofreram com avarias mas que já foi feito o levantamento dos estragos.

O secretário de saúde do município Jânio Marques disse que já se iniciaram “os reparos necessários nas unidades atingidas e, naquelas mais novas, já acionamos a construtora (…) infelizmente, não podemos lutar contra as forças da natureza (…) mas já estamos tomando todas as providências para que os atendimentos continuem em seu curso normal”, ele afirma.

Segundo informações da Defesa Civil, choveu 102 mm em duas horas o que equivale a quantidade esperada para um mês.

O secretário municipal da Defesa Civil Flávio Emílio informou que a Prefeitura está em alerta máximo e que os munícipes evitassem abrigo debaixo de árvores “pois há risco de queda de galhos e descargas elétricas”.

A mesma advertência se aplica a estacionar veículos próximo a torres de transmissão, placas de propaganda e utilizar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

O município segue em alerta laranja, de acordo com o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), que indica situação de perigo. Há risco de queda de energia e deslizamentos de barreiras e encostas.

De acordo com o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar, com chuvas que chegaram a 102 mm em duas horas “não tem sistema de drenagem no mundo que aguente um quantidade de água tão intensa”.

“Estamos fazendo tudo o que for possível para reparar os danos e, graças a Deus, não existem vítimas fatais. Hoje e amanhã a previsão é de mais chuvas e estamos em estado de alerta”, explica.

O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Moisés Melo, disse que não houve necessidade de intervenção do Estado nos municípios pois “as chuvas (…) causaram apenas pequenos transtornos, sem grandes desastres, apenas registro de alagamentos”.

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