Duas opiniões diferentes mostram que a situação política do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB)- nas eleições ao próximo ano- não está definida. De um lado, o advogado Geminiano Jurema- um dos mais próximos ao governador: “Para mim, ele não será candidato ao Senado. Termina o Governo”. Do outro, o presidente estadual do PSDB, Claudionor Araújo: “Ele será candidato e um candidato forte”.
Em meio aos dois, um cenário político que envolve um senador Fernando Collor (PTB), disposto a tudo para vencer- e vencer com folga- seu maior rival e ficar com a vaga ao Senado. E a vereadora Heloísa Helena (PSOL), que promete quebrar a polarização dos nomes ao Senado.
“Acredito que o Collor será candidato ao Governo”. A frase é de Claudionor Araújo, quase 40 anos de atividade política. Claudionor é um tucano pragmático: trabalha com números, conhece todos os recantos de Alagoas, mobiliza um exército em qualquer eleição. Graças também a ele, ajudou na vitória do prefeito Rui Palmeira (PSDB) em Maceió.
“Acredito que Collor vai disputar o Governo porque ele vai avaliar o cenário. Ele vai enfrentar o Teotonio Vilela ao Senado? Acho que não. Ele não arrisca. Para mim, Collor vai achar mais fácil o Governo”, disse.
Geminiano Jurema é advogado. É amigo pessoal do governador. Diz que não fala com ele há seis meses. E tem uma opinião diferente.
“Como eleitor: ele não vai ser candidato ao Senado. Vai terminar o mandato como govenador e sai forte. Pode disputar outra eleição mais à frente e com força em Alagoas”, disse.
PSDB abre mão para aliados
Aparentemente, está definido que o PSDB não vai disputar o Governo e abre mão aos aliados em apoio a Vilela ao Senado.
Os tucanos devem apoiar um nome à chefia do Executivo, da base de apoio do Governo.
Mas, a surpresa fica por conta do deputado federal Alexandre Toledo, que ainda permanece no PSDB, quando o acordo era uma migração ao PSB.
Toledo é apontado como candidato a governador. Mas, isso não é consenso porque, na fila, estão o vice atual de Vilela, José Thomáz Nonô (DEM) e o senador Benedito de Lira (PP).
A oposição de Collor não tem nome ao Governo. Agindo com jogo duplo, o senador pode sair ao Executivo. Ou seguir o PMDB: apoiar o deputado federal Renan Filho (PMDB) ou o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB).
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) não sairia ao Governo.
O PT ficaria ainda a reboque de Collor e Renan. O partido elegeu, como prioridade, ajudar na reeleiçao de Paulo Fernando dos Santos a deputado federal. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) também deve disputar a Câmara Federal, em busca de um mandato que possa blindá-lo dos processos por improbidade administrativa.
O delegado aposentado da Polícia Federal, José Pinto de Luna, deve sair à Assembleia Legislativa, também pelo PT.