Padre do Piauí é afastado por “conduta incompatível” com estado clerical

O padre Cícero de Moura Filho, de 55 anos e 26 anos de sacerdócio, foi provisoriamente afastado do exercício público de seu ministério pela Diocese de Floriano, no Piauí.

A decisão, tomada pelo Bispo Dom Júlio Cesar de Jesus, se baseia na acusação de “conduta incompatível com as exigências próprias do estado clerical”. A medida é de caráter preventivo e não punitivo, e visa resguardar a comunidade enquanto os fatos são apurados.

O religioso é incardinado na Diocese de Floriano e, segundo informações de 2024, atuava como pároco da Paróquia Santo Antônio em Jerumenha (PI), da Paróquia São Francisco das Chagas, em Rio Grande do Piauí, e administrador da Área Pastoral Nossa Senhora de Fátima, em Pavussu.

Em abril de 2022, a própria diocese havia descrito que o padre exercia seu ministério “com muito amor e dedicação”, e seus aniversários de nascimento e de ordenação eram celebrados publicamente.

A Diocese confirmou que o sacerdote terá a oportunidade de apresentar sua defesa, conforme previsto no Direito Canônico, que permite recursos administrativos contra os decretos.

A lei canônica prevê que, em casos graves, a igreja pode afastar o acusado para evitar escândalos ou proteger a justiça, com a medida sendo revogada ao final do processo, se for o caso.

O Código de Direito Canônico define a “conduta incompatível” como a falta de cumprimento das obrigações dos clérigos, que incluem uma vida santa, a promoção da Igreja, a adesão à doutrina e a abstenção de atividades profanas, como negociações comerciais para benefício próprio ou participação em partidos políticos e lideranças sindicais sem licença eclesiástica.

A Diocese de Floriano enfatizou que o caso será tratado com “cuidado pastoral, justiça e caridade”, e pediu que as comunidades evitem julgamentos precipitados enquanto a apuração dos fatos está em andamento.

*Com Agências

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