O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (16) que a pasta prepara medidas legais para combater médicos que promovem e lucram com a divulgação de conteúdo antivacina nas redes sociais, especialmente sobre uma síndrome sem qualquer comprovação científica.
Padilha republicou em seu perfil no X (antigo Twitter) uma reportagem do jornal Estadão que detalha a venda de medicamentos, cursos, consultas e conteúdos sobre a chamada “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”. Essa teoria infundada alega que as doses de reforço da vacina contra a Covid-19 causariam um conjunto de doenças crônicas em decorrência da proteína spike presente nas vacinas de RNA mensageiro. O Ministério da Saúde, em nota publicada em agosto, já havia afirmado que essa informação é falsa.
Grande matéria investigativa! Diferente de outros governos, não seremos lenientes com o negacionismo! O @minsaude junto c/ o Ministro @jorgemessiasagu acionaremos todas as medidas cabíveis pra impedir que essas pessoas continuem colocando em risco a vida da nossa população e… pic.twitter.com/bSWIoXPDon
— Alexandre Padilha (@padilhando) November 16, 2025
O ministro classificou a prática como “negacionismo” e prometeu rigor. “Diferente de outros governos, não seremos lenientes com o negacionismo! O Ministério da Saúde, junto com o ministro Jorge Messias [Advogado-Geral da União], acionará todas as medidas cabíveis para impedir que essas pessoas continuem colocando em risco a vida da nossa população e ainda ganhando dinheiro com isso!”, declarou Padilha. Ele ressaltou que o “negacionismo na saúde e no clima mata, desagrega famílias e prejudica a economia”.
Segundo o Estadão, a pasta inicia os procedimentos legais nesta segunda-feira (17) para coibir a conduta desses profissionais. O esquema de lucro é alto: os médicos envolvidos divulgam cursos que chegam a custar R$ 685 e cobram por consultas particulares o valor de R$ 3,2 mil, nas quais prescrevem protocolos de tratamento sem eficácia comprovada.








