Othoniel Pinheiro- Professor de Direito Constitucional
O relatório da Fundação Getúlio Vargas a respeito da folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Alagoas mostra aquilo que muita gente já imaginava: as irregularidades ultrapassam os limites do tolerado em uma sociedade no século XXI.
São inúmeros CPFs repetidos, 20 servidores que foram contratados quando tinham menos de 15 anos de idade (crianças) e até gente que morreu recebendo salário.
A pergunta óbvia é: como isso é possível em 2017?
A nossa cultura política não permitirá que avencemos enquanto não houver uma união de entidades como a OAB, Ministério Público, demais entidades públicas e civis, contando, inclusive, com ajuda externa.
Estamos numa encruzilhada.
Qual o remédio para a política do compadrio? Da mistura do público com o privado? Da política como meio de ganhar dinheiro fácil?
Não custa nada lembrar e advertir, que a resolução dos problemas sociais passa, obrigatoriamente, pela política. E se não resolvermos tais problemas hoje, a fatura será altíssima para nossos filhos e netos.
Socorro!
Alguém ajude Alagoas por favor!









