As convenções cartoriais do União Brasil e do PSDB, que lançaram Rodrigo Cunha (União) ao Governo e Jó Pereira (PSDB) como vice, registraram duas ausências de peso: JHC e Luciano Barbosa.
E é neste exato momento- o da pré-campanha- que a chapa de Arthur Lira passa por seu pior momento.
Rodrigo está em queda livre nas pesquisas, após a entrada de Fernando Collor na corrida estadual.
Nem Collor nem Paulo Dantas, que lidera nas intenções de voto, iniciaram as críticas uns aos outros.
Fazem acontecer o dia a dia por etapas, como se descascassem uma cebola.
Collor se apega a Bolsonaro, promove adesivaços e fez estardalhaço neste sábado com o lançamento do QG do presidente da República em Maceió.
Paulo Dantas se mostra ao lado de empresários, atrai prefeitos e neste sábado estava com Alexandre Ayres no lançamento do ex-secretário de Saúde como candidato a deputado estadual.
Rodrigo Cunha queimou todas as etapas. Talvez para segurar as bases, gasta munição atacando Dantas numa estratégia mais próxima do desespero.
As ausências de JHC e Luciano Barbosa são sinais de racha no palanque.
O prefeito exonerou todos os indicados de Davi Maia da Prefeitura. Maia é um dos principais apoiadores de Rodrigo Cunha e levou nas costas a campanha de JHC.
Maia disse não a Jota sobre votar em Doutor JAC, irmão do prefeito, a federal.
Porém nem Ronaldo Lessa, vice-prefeito e anunciado como vice de Paulo Dantas, teve tratamento tão duro.
Quanto a Luciano Barbosa, o empenho dele (maior ou menor) na campanha de Rodrigo é quem dirá, na prática, a posição do prefeito.
Segue o jogo.
