Em um ano eleitoral com nível máximo de desafios para o povo brasileiro, nos vemos a lidar com uma complexidade conceitual sobre a esquerda em nosso país.
Quem era de esquerda antes dos avanços das pautas comportamentais, já não encontra referências, mas ao mesmo tempo, não consegue manifestar reflexões pertinentes, porque já constatou que o novo movimento político brasileiro está deveras distante do berço, da raiz, das pautas trabalhistas de caráter socialista.
A nova esquerda brasileira não estuda nem compreende o que seja luta de classes, e promove lutas subjetivas que arrebanham crenças punitivistas, como o cancelamento na internet e a prática de apelos jurídicos que silenciam e provocam recuo.
Baseada na agitação e propaganda, desvia o rumo para a defesa de pautas que não modificam estruturas de relações de classe ou de trabalho, mas evidenciam interesses de grupos baseados em representatividades e condutas.
No resumo a esquerda está com medo da esquerda.
Quem sentir um aroma de neoliberalismo neste cenário que guarde as impressões para si. Os tempos estão difíceis para a democracia, por todos os lados, ângulos e partidos.







