Operação no Rio revela mortes fora do padrão de confronto

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) identificou indícios de execuções durante a megaoperação policial realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense. Entre os 121 mortos, quatro eram policiais. O caso já é considerado a ação mais letal da história do país.

Segundo informações obtidas pelo MPRJ, os exames de necropsia apontaram situações classificadas como “atípicas”. Um dos corpos apresentava marcas de disparo feito a curta distância, enquanto outro tinha sinais de decapitação. Para os investigadores, esses elementos destoam do padrão esperado em confrontos armados, levantando suspeitas sobre a dinâmica das mortes.

Além disso, muitos dos mortos estavam vestidos com uniformes camuflados, botas e coletes, o que sugere ligação com facções criminosas. O relatório também destacou tatuagens associadas ao Comando Vermelho, reforçando a hipótese de que parte dos mortos integrava o grupo. Ainda assim, os casos de tiro à queima-roupa e decapitação chamaram atenção por fugirem ao contexto de combate.

O Ministério Público recomendou a análise detalhada das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes e o escaneamento dos locais onde ocorreram os confrontos. O documento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que acompanha os desdobramentos da operação.

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