Agência O Globo
Após um estudo revelar que mais de 1.700 mulheres no Reino Unido foram vítimas de mutilação genital nos últimos dois anos, uma ONG britânica decidiu lançar uma linha direta para estimular denúncias sobre o crime. A iniciativa é da Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) e recebe o apoio dos ministérios britânicos do Interior e de Prevenção a Crimes. Segundo números da NSPCC, cerca de 70 mulheres sofrem mutilação a cada mês e o número pode ser ainda maior, considerando que há inúmeros casos que não foram denunciados.
Ainda de acordo com a ONG, nos últimos registros houve a mutilação de uma vítima de apenas sete anos. Qualquer um no Reino Unido pode realizar uma denúncia pela linha direta (0800 028 3550) ou pedir ajuda e informações.
Citada em reportagem do “Guardian”, a chefe da estratégia, Lisa Harker, ressaltou que, na maioria das vezes, as vítimas não sabem o quanto o procedimento é abusivo e prejudicial, pois ele é incentivada pela família ou pela comunidade onde vivem.
“As vítimas da mutilação genital feminina no Reino Unido estão escondidas por um muro de silêncio. Como outras formas de abuso, se a mutilação não for denunciada , ela vai continuar e mais meninas vão sofrer com isso”, afirmou.
A mutilação genital feminina é considerada como um crime no Reino Unido e acontece em algumas comunidades de origem africana, asiática e do Oriente Médio no país. Além do dano físico e risco de vida, as vítimas sofrem de problemas psicológicos e que persistem em sua vida adulta. O procedimento é realizado em segredo e geralmente sem a anestesia para a remoção parcial ou total da parte externa do órgão genital feminino, segundo a NSPCC.







