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Onde está Daiane? O que a polícia descobriu no prédio em Caldas Novas

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, completa mais de um mês envolto em mistério e uma complexa batalha judicial. Vista pela última vez em 17 de dezembro, Daiane sumiu após descer ao subsolo do prédio onde morava para checar uma queda de energia.

O caso, agora sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), ganhou um novo capítulo com a denúncia criminal contra o síndico do condomínio.

Na noite do desaparecimento, Daiane gravou um vídeo para uma amiga mostrando seu apartamento no escuro.

As câmeras de segurança registraram a corretora indo até a portaria questionar a falta de luz e, em seguida, pegando o elevador rumo ao subsolo.

Não há registros dela saindo do prédio ou retornando ao apartamento, que foi encontrado trancado pela família, apesar de Daiane ter deixado a porta aberta ao descer.

Síndico denunciado por perseguição

O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o síndico Cleber Rosa de Oliveira por perseguição (stalking), com agravante de abuso de função. A investigação aponta que Cleber usava as câmeras do prédio para vigiá-la e criava obstáculos deliberados, como o corte de serviços essenciais (energia, gás e internet).

CONFIRA INFOGRÁFICO DO CASO:

Data Evento Detalhes
04/Jun/2025 1º Corte de Energia Daiane denuncia interrupção injustificada. Condomínio alega “marcenaria ilegal”.
08/Ago/2025 Justiça Intervém Justiça condena condomínio a pagar R$ 20 mil de multa por não religar a luz.
20/Ago/2025 Uso de Força Policial Juiz autoriza auxílio policial para que técnico entre no prédio e garanta a luz de Daiane.
Ago/2025 Tentativa de Expulsão Em reunião formal, 52 dos 58 vizinhos votam pela saída de Daiane do prédio.
17/Dez/2025 O DESAPARECIMENTO

20h: Daiane filma apartamento sem luz.


20h10: Câmeras a flagram indo ao subsolo.


O rastro se perde.

18/Dez/2025 A Descoberta Mãe chega de MG e encontra o apartamento trancado, mas a filha não está lá.
19/Jan/2026 Denúncia de Stalking MPGO denuncia o síndico por perseguição, vigilância e abuso de função contra Daiane.
26/Jan/2026 Status Atual Polícia analisa DVR (câmeras) para checar manipulação e aguarda exames de DNA/Luminol.

Perícia e o uso de Luminol

A Polícia Civil montou uma força-tarefa e aplicou luminol no apartamento de Daiane, no hall e no subsolo para buscar vestígios de sangue. Materiais genéticos, como escovas de dente, foram enviados para Goiânia para confronto de DNA.

Outro ponto crucial é a análise do DVR (aparelho de gravação) do condomínio. Peritos criminais tentam descobrir se as imagens das câmeras foram manipuladas ou apagadas no período em que a corretora desapareceu.

Conflitos internos

Apesar da linha de investigação sobre o síndico, a polícia avalia o histórico de Daiane no prédio.

Em agosto de 2025, 52 dos 58 moradores votaram a favor de sua expulsão devido a relatos de comportamento agressivo e barulho excessivo.

A família confirma que não houve movimentações bancárias ou sinal de celular desde o dia 17.

O resultado das perícias técnicas e de DNA deve ser entregue em até 20 dias, prazo fundamental para que o delegado Rodrigo Pereira esclareça se o caso trata-se de um desaparecimento forçado ou um crime de homicídio.

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