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Olavo e Isnaldo tentaram conter Luiz Dantas; Arthur Lira chegou primeiro

Os próximos dias são decisivos para avaliar o impacto do depoimento de Luiz Dantas na campanha do filho, Paulo.

E saber qual a direção dos estilhaços: para o governador ou Rodrigo Cunha.

A ação do grupo de Cunha – captar a declaração de Luiz Dantas- era conhecida desde a semana passada. Sinais circulavam em notas indiretas pela imprensa.

Mas não se sabia que a bomba estouraria dentro da própria cozinha da campanha.

Os Calheiros e o governador se reuniram e acordaram: é preciso uma reação dura de Paulo contra Rodrigo Cunha.

Concluíram que Renan pai e filho também brigam nos bastidores mas a roupa suja é lavada a quatro paredes. Em público, um atua para salvar o outro.

Com Luiz e Paulo, a briga familiar esborrou pela maquinaria da Assembleia Legislativa.

Olavo Calheiros e Isnaldo Bulhões atuaram e atuam para conversar com Luiz Dantas.

Olavo é o mais próximo de Luiz.

Ambos não conseguiram conter o ex-deputado.

Avaliam que Arthur Lira e Jó Pereira chegaram primeiro.

Aliás, Olavo lembrou que tudo isso começou porque Renan Filho aceitou apoiar Marcelo Victor a presidente da Assembleia.

Ele- Olavo- era candidato e queria dar retaguarda política ao sobrinho na Casa de Tavares Bastos. Luiz Dantas estava saindo do comando do legislativo.

Renan demitiu indicados por deputados da máquina estadual que não apoiavam Olavo. Eles se uniram e votaram em Victor.

Inclusive o então deputado Paulo Dantas.

O grupo de oposição conseguiu crescer: Jó Pereira e Rodrigo Cunha, JHC e Davi Davino Filho.

Olavo não foi ouvido. Desistiu de aconselhar Renan Filho.

O que se avalia fazer?

Esperar as pesquisas para Paulo Dantas atuar.

Fernando Collor e Rui Palmeira também estudam o que fazer.

A bomba é um traque? Terá peso no 2o turno?

Respostas nas próximas horas.

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