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O uniforme verde oliva, entre os homens de bem

Para vestir o uniforme verde oliva, não era preciso mostrar mas ser um homem de bem. Deus, Pátria e Família era um lema que excluía gente indisciplinada ou fraca.

Qualquer semelhança é mera coincidência. Estamos nas primeiras décadas do século 20 em Maceió e Salustiano Eusébio de Barros havia sido visto, pela 3a vez, no cassino Antártida e vestia o uniforme-símbolo dos integralistas. O chefe do Departamento Provincial de Polícia (DPP) Milton Ramires, também integralista, estava no cassino. E denunciou o caso ao chefe provincial de Alagoas Afrânio Lages.

Garantir um uniforme limpo de dúvidas e enxaguado nos sabões da moralidade era um dever bastante difícil.

O Cícero Jakson, por exemplo, tinha o hábito de pernoitar na sede do integralismo alagoano. Forçava o cadeado e dividia segredos inconfessáveis com outros homens. Foi chamado pelo DPP a dar explicações. Confessou e dedurou o presidente do inquérito e o escrivão como participantes das reuniões secretas.

Instalou-se o escândalo entre os integralistas. Puniram o Cícero, rapidamente esqueceram a centelha imoral.

Tudo isso preocupava os camisas verdes. Com certeza estes exemplos mostravam o avanço dos comunistas entre os homens de bem. Para mostrar força, eles- os integralistas- marcharam pelas ruas de Maceió. Não estavam dignos representantes do movimento, o Afrânio Lages, o Mário Marroquim, o Carloman Carneiro, o Othon Farias. Quando Getúlio Vargas deu o golpe de Estado em 1937, os integralistas passaram a ser perseguidos.

Os representantes do integralismo, afinal, notaram que não eram tão patriotas assim.

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