Enquanto armamentistas seguem enganando ao discusar sobre defesa com o uso de armas, novo atentado nos Estados Unidos: um homem invade um shopping do Texas e mata oito pessoas até ser abatido pela polícia.
No Brasil, a Comissão de Segurança da Câmara quer urgência na aprovação de um decreto para derrubar medidas do presidente Lula que desestimulem o registro de novas armas de uso restrito e autorização para criação de novos clubes de tiro.
Um dos deputados desta comissão é o alagoano Fábio Costa, delegado da Polícia Civil: operação encabeçada por ele matou 11 suspeitos de assaltar bancos em Santana do Ipanema, sertão alagoano, em novembro de 2018.
Uma operação estranha. A Polícia Civil dizia que os mortos faziam parte de uma quadrilha bastante sofisticada. Usavam tecnologia para arrombar cofres com explosivos.
Onde eles compravam explosivos? Quem dava o dinheiro? Por que a operação não apreendeu dinheiro que se roubavam nos bancos? Onde eles gastavam a grana? Onde eles compravam armas? Quem fornecia?
O mais misterioso é que até hoje não se sabe o conteúdo dos celulares dos acusados: com quem eles trocavam mensagens?
Nas ruas de Alagoas sabe-se que assaltos a banco crescem no período eleitoral. Qual a relação?
Ano passado, já vereador mais votado em Maceió, Fábio Costa dividiu com o presidente da Câmara Galba Neto um grande feito: a regularização de clubes de tiro próximos a hospitais e escolas.
No início deste ano, a Polícia Federal prendeu três pessoas que fraudavam documentos para obtenção de registro de armas de fogo em Alagoas. Foram 40 mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, 63 procedimentos teriam sido fraudados. Inclusive um dos investigados forjava atentados, atirando em carros e portões de residências.
A chave para entender tudo isso pode estar nas empresas que lucram neste tipo de ambiente simulando caos.
Quando Jair Bolsonaro era presidente, 1.300 armas eram vendidas por dia no país. “A Taurus, principal fabricante de armas do Brasil, teve lucro líquido de R$ 307 milhões em 2018. Em 2021 lucrou R$ 1,3 bilhão, um aumento de 323%”.
Mas o uso de armas não deveria se restringir aos clubes de tiro? Não era esse o argumento da extrema direita?
Há muitos porquês em jogo. Inclusive o rastro do dinheiro. Alguém paga, alguém recebe e faz a festa. Quem? E qual o motivo da festa? O tempo dirá.





