Se JHC ainda acreditava que Luciano Barbosa, o cobiçado prefeito de Arapiraca, estaria em seu palanque, as chances são ainda menores após ele próprio, Luciano, dizer que Renan Filho foi “um grande governador” e ele testemunhou, quando era vice-governador, a capacidade e a dedicação dele ao cargo.
Ou seja, as mágoas do passado parecem a princípio enterradas porque a política, diria Fernando Collor, não tem amizades sinceras mas interesses.
Mas isso não significa que o prefeito de Arapiraca vai apoiar Renan Filho. No calheirismo, isso ainda é uma dúvida – e ele não faz questão de, ao menos por enquanto, cravar o nome do ex-ministro dos Transportes para as urnas.
Porém, está mais do que claro que Luciano Barbosa busca uma solução para os filhos- Daniel e Lucas- os dois candidatos. E JHC, apesar de oferecer a Luciano espaços na gestão municipal- mantidos por Rodrigo Cunha- eles não são suficientes diante do volume e o direcionamento de investimentos públicos para Arapiraca, a começar do VLT. O que não significa declarar agora voto em Renan Filho.
JHC ainda é um nome competitivo ao Governo. Mas política agrega interesses e, sem cargos, não há como agradar desde vereadores a prefeitos, passando por lideranças políticas nas cidades. O São João Massayo, maior palanque de Jota, está passando e os efeitos da festa não devem durar até às convenções. O legado do ex-prefeito pode, sim, gerar e gera algum efeito eleitoral, mas os Calheiros têm mais estrutura e uma máquina estadual. Competir com eles, ao menos neste campo, é quase impossível.
Quer dizer, ao menos levando em conta o mistério de Luciano. Afinal, ele pode estar com JHC e Renan. Mas em algum momento a decisão terá de ser para valer.




