O que se sabe sobre supervulcão que está despertando na Itália?

A ameaça vulcânica mais perigosa na Itália atualmente é o Campi Flegrei, uma caldeira gigante que se estende sob a baía de Nápoles e as ilhas de Capri e Ischia. Esta área, que abriga vilas, shopping centers e 800 mil pessoas, é considerada uma “zona vermelha” de maior risco em caso de erupção.

A última grande erupção ocorreu em 1538 e desde então a atividade sísmica tem se intensificado. A região, localizada a menos de 50 quilômetros do Vesúvio, também é propensa a bradissismo, um fenômeno sísmico caracterizado pelo movimento gradual do solo.

Atualmente, a região está em estado de bradissismo positivo e tem enfrentado uma onda de terremotos. Até agora, em 2023, foram registrados mais de 3.450 terremotos na área. Especialistas enfatizam a importância de preparar a população para lidar com a atividade sísmica e a possibilidade de uma erupção.

Um plano de evacuação atualizado foi apresentado, que prevê a movimentação de meio milhão de pessoas em um período de 72 horas, mas algumas preocupações sobre a capacidade das estradas surgiram.

Existem dois possíveis cenários de evolução da situação: o melhor seria o fim da crise de bradissismo como em 1983-84, e o pior seria uma erupção semelhante à de 1538. A situação está sendo monitorada de perto.

Existem duas hipóteses para explicar o aumento da atividade sísmica na região. A primeira é a possibilidade de uma intrusão de magma vindo de uma câmara magmática localizada a oito quilômetros de profundidade, o que seria bastante perigoso.

A segunda hipótese, considerada mais provável, é a ocorrência de uma desgaseificação dos gases criados pelo magma. Essa desgaseificação na mesma profundidade da câmara magmática é o que pode ter causado o estrondo do solo.

*Com Agências

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