Em tempos de tecnologia cruzando línguas e trazendo termos, a sonoridade de “fanfic” o torna interessante para utilizar em análises que envolvem narrativas criadas para louvar. De “fanfiction”, que sugere “ficção de fã”, a designação linguística pode caber na observação que ora fazemos sobre duas personalidades políticas da última hora, neste condado alagoano cheio de mistérios, embora alguns não sejam tão misteriosos assim.
Marcelo Beltrão é o hoje prefeito de Coruripe, mas carrega em seu currículo a ocupação de cadeiras estratégicas em espaços públicos de atuação voltada à educação, tendo sido também presidente da UNDIME – AL (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e deputado estadual. A bandeira que se lhe associou a jornada política no estado de índice crítico na qualidade educacional, foi a educação, da qual vem sendo mais cada vez mais aproximado em imagem e discurso.
É um jovem representante de clã antigo, que esparge influência política entre Alagoas e estados vizinhos, dominando o litoral sul com força secular.
Rafael Brito é deputado federal, sua chegada na Secretaria Estadual de Educação lhe conferiu o apelido de “Tio Rafa”, utilizado como símbolo de proximidade com alunos da rede, em aparições sorridentes e desportivas, lhe garantindo a inserção no primeiro mandato político pelas vias de cima. Não há evento ligado á temática educacional que possa estar acontecendo sem a sua presença mais!
Marcelo Beltrão é Engenheiro Eletricista pós-graduado em Gestão Pública e Rafael Brito graduado em Administração de Empresas com Especialização em Marketing e Gestão Empresarial. O que eles possuem em comum é não ter formação acadêmica na área educacional, nem mesmo uma licenciatura, e em razão dos cargos que ocuparam, acabarem colonizando o tema no estado; isso deixa de fora pesquisadores, professores licenciados e educadores militantes, que deveriam estar validados para estes postos, a partir do preparo intelectual específico e compromisso com os interesses das categorias representadas.
Até mesmo o maior sindicato do estado de Alagoas passou a referendar tais personalidades como ícones da área de conhecimento, alienando seu público, que acaba por seguir a referência, sem atentar para a descontextualização e manobra política embutidas na “fanfic”.





