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O que fez Bruno e Dom sumirem na Amazônia?

O Brasil já conhece o roteiro do terror que as más gestões de políticas nacionais impõem.

O pacote trevoso liberal inclui morte, tortura, desaparecimento de pessoas e silenciamento; mas, para ficar ainda mais eficaz, nunca excluiu o abobalhamento geral e a pressão milimetrada de luta pela sobrevivência, desenhada para as massas.

O sucesso deste plano de horror também prevê a desqualificação do pensamento, o enfraquecimento do saber e o descrédito da ciência.

É um projeto facínora montado sobre a iniquidade e a mediocridade para beneficiar invasores de terras, vidas e histórias, em nome do lucro.

Por conhecer este roteiro cruel a população consciente que habita este país teme pelo destino de Bruno Araújo Pereira, indigenista brasileiro, e Dom Phillips, jornalista inglês, tidos como desaparecidos na Amazônia.

O presidente de boca espúria que envergonha a parte humanizada dos brasileiros, mais uma vez foi infeliz em uma declaração pública, culpabilizando os desaparecidos pelo que qualificou como “aventura” o fato de trafegarem pelo local, sendo que ambos tinham experiência de deslocamento pela área.

O compromisso com a causa indígena marcou a trajetória comum de Bruno e Dom, e no silêncio da floresta se desenrola uma das mais graves crises de luta pela sobrevivência dos povos originários, que têm no presidente da República seu maior inimigo presente.

Das declarações e políticas de Bolsonaro, as florestas do Brasil incendiaram com a ganância de mineradoras e agronegócio, concomitantemente.

As terras indígenas se tornaram alvo de violências que não poupa nem mesmo crianças e adolescentes.

O sumiço de tribos e o assassinato de índios só podem ser revelados pela imprensa em sintonia com pessoas e órgãos ligados aos povos da floresta, principalmente os mais isolados.

Nesta perspectiva, o trabalho de Bruno e Dom, entram na rota de colisão com os interesses letais dos setores fortalecidos por Bolsonaro.

Assim sendo, os minutos de angústia se tornam mais pesados a cada virar de segundos.

O Brasil já conhece o roteiro, mas ainda torce por outro final, e aguarda que a Polícia Federal honre suas atribuições, porque não podemos, de fato, perder todas as esperanças.

Que estas redes ecoem junto aos gritos de familiares e indígenas brasileiros, pelo esclarecimento do caso, e quiçá, pelas valiosas vidas dos ativistas.

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