Esta semana, em Brasília, todo o poder de Arthur Lira e sua capacidade de articulação estarão em jogo.
O STF vai decidir se o presidente da Câmara será réu (ou não). É o caso do assessor dele, Jaymerson José Gomes de Amorim pego pela Polícia Federal em 10 de fevereiro de 2012, no aeroporto em São Paulo, com R$ 106 mil.
A PGR concluiu que o dinheiro era propina. Francisco Colombo, presidente da CBTU, estava pagando o valor para Lira, em troca da permanência dele no cargo.
Comparado a um rei, Lira vê sua majestade sob xeque. A Polícia Federal estourou a operação Hefesto, dos kits de robótica superfaturados. Luciano Cavalcante, outro assessor de Lira e presidente do União Brasil em Alagoas, é um dos investigados.
“Cada um tem seu CPF”, disse Lira sobre o assessor, isentando-se do problema.
A PF não chegou à Barra de São Miguel (AL). O prefeito é Benedito de Lira, pai de Arthur Lira.
E lá os atendimentos médicos são impressionantes. Nos primeiros 8 meses de 2022, cada habitante foi ao médico 2 vezes/mês.
R$ 1,7 milhão pagos via orçamento secreto.
Acossado, Lira vai ao enfrentamento. E as coisas se resolvem no tabuleiro da política. Leis ou papeis são formalidades, bem sabemos.
O presidente da Câmara é um personagem poderoso. Não acaba com a fome em Alagoas porque não quer. Ou lhe interessa manter. Mas agora vai salvar a própria pele. Deve conseguir.
