A empresária Jaqueline Santos Ludovico, de 35 anos, foi presa pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4/2) no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
Conhecida por um vídeo que viralizou ao agredir um casal gay em uma padaria no centro de São Paulo, Jaqueline estava sendo monitorada pela Justiça e foi detida imediatamente ao retornar de uma viagem à Espanha.
Embora já tenha sido condenada por injúria racial no episódio da padaria, o motivo da prisão preventiva desta quarta-feira é a violação de medidas cautelares em outro processo.
Em junho de 2024, a empresária atropelou um homem na Avenida Francisco Matarazzo e fugiu do local sem prestar socorro. Na ocasião, policiais relataram que ela apresentava sinais de embriaguez.
Ela cumpria prisão domiciliar por ter filhos menores, mas a Justiça considerou que a viagem internacional sem autorização prévia quebrou a confiança e as regras do benefício.
O histórico judicial de Jaqueline, no entanto, é ainda mais extenso. Além do atropelamento e do ataque homofóbico, no qual agrediu fisicamente o engenheiro Adrian Grasson e o assessor Rafael Gonzaga, ela acaba de se tornar ré por estelionato em Santa Catarina.
Segundo denúncia aceita pelo Ministério Público no final de janeiro, a empresária é acusada de aplicar um golpe de mais de R$ 200 mil contra uma empresa automotiva através de falsos serviços de publicidade e cobranças fraudulentas via Pix.
No desembarque em Viracopos, Jaqueline estava acompanhada de seu advogado e não ofereceu resistência.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ela foi encaminhada para cumprir a decisão judicial que revogou sua liberdade provisória.
O caso agora segue sob análise da Justiça paulista, que deve decidir se ela permanecerá em regime fechado diante do descumprimento das ordens anteriores e da reincidência em condutas criminosas.








