O atual formato dos debates já não consegue exigir dos candidatos mais que ataques ou propagação de fake News.
Os marqueteiros apostam na descrença do público com a política-partidária. Debate virou ringue. Só falta o sangue porque moral e honra- como provam os comitês das campanhas- já compõem a fórmula da lama.
Provando também o abismo na estratégia destes comitês e da justiça eleitoral.
O assunto não é eleição mas um modelo de negócios que transformou o público num detalhe e torna difícil saber quem, no final, venceu. Mais fácil especular se todos perderam.
É a guerrilha da linguagem. Troca-se a sofisticação da pesquisa, dos dados sobre as cidades pela linguagem descontraída e varando o baixo calão da internet. Palavrões ou palavras ao vento passaram a ser vistos como autenticidade.
A polêmica engaja, então o debate abre espaço para fofocas.
O atual formato dos debates, com seu tamanho e força, precisa se reinventar. Do jeito que está, a canalhice saiu da jaula. O planejamento pode estar fora do controle dos marqueteiros, mas a linguagem, não. A fórmula deu certo, apenas para eles. O público é estimulado a acreditar ser cobaia destas experimentações. Será esse nosso futuro?




