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O espírito das guerras e da liberdade

Não existe ingenuidade nos colóquios que naturalizam a violência, sejam eles quais forem, estão inseridos em um patamar de intencionalidades com o qual o indivíduo ou a coletividade se afina.

A violência estrutural também passa pelo filtro da aceitação, e cada vez que alguém admite o sofrimento, a tortura e a eliminação do outro como caminho de resolução para problemas sociais que nascem das desigualdades, corrobora para a manutenção e fortalecimento do uso violento das forças, inclusive a do Estado, contra públicos mais vulneráveis.

Assim sendo, espalhemos a não-violência em nossas vidas, pois a mesma é sinônimo de racionalidade e sensibilidade humana e social.

Não importam tanto os sistemas de crença, quando o fio tênue da vida humana está sendo esticado a cada dia um pouco mais em nome das estruturas capitais beligerantes.

Este planeta-casa ainda está florindo apesar dos lodaçais.

Que este exemplo proteja os nossos corações da maldade determinista, que isola humanidade e fisiologia, encarcerando o espírito nas sendas da brutalidade primária.

Libertemos o melhor de nós em vivências solidárias.

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