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O “escândalo” dos espíritas

E todos já lemos ou ouvimos em palestras alguém falar sobre “escândalos”, como advertência de Jesus, o libertário, para aqueles que tivessem olhos de ver e ouvidos de ouvir.

O Evangelho é rota de orientação espiritual e comportamental para todos os que se reconhecem seguidores de Cristo, o amoroso mestre, portanto, sabemos que será mais proveitoso para a nossa evolução jogar fora os apegos terrenais, se estes nos induzirem aos “escândalos”.

Pois estará mais feliz quem adentrar na vida espiritual sob o desprezo da sociedade mundana, por ter escolhido não “escandalizar”, do que aqueles que retornarem à pátria espiritual com suas auras opacas em consequência das escolhas danosas.

Para muitos a interpretação de “escândalo” ainda é primária, limitada ao diz-que-me-diz-que da cotidianidade. Mas o cristãos instruído saberá diferenciar as leviandades sociais dos verdadeiros escândalos; aqueles que impregnam o perispírito com o lodo da culpa e atrasam renascimentos, agredindo o princípio de vitória que o Criador plantou nas criaturas, indistintamente.

Por esta razão, o escândalo de renegar a ciência, as artes, a educação como bem social universal, será responsabilidade de quem apoia e endossa políticas de retrocesso, não importando onde. Ferir políticas humanitárias, ecológicas e afetar as liberdades sociais configura crime aqui e alhures.

Nesta compreensão, os irmãos espíritas que continuam guiando outros cegos na direção do apoio ao presidente Bolsonaro abraçam o próprio escândalo.

O autoritarismo brota ligeiro no chão da ignorância e da soberba, quiçá o sangue irmão não cruze outra vez os átrios.

Quiçá, a luz da razão derrube o orgulho mantenedor da febre, permitindo o abraço solene na cruz imposta aos empobrecidos, humilhados e estropiados, dizendo não ao poder insano e sim à vida que resiste.

Eis o escândalo e a vitória: Evangelho ontem e agora.

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