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O deus da guerra respira em nossos ouvidos

Por mais que pareça estranho, na verdade não é.

Os fascinados pelo poder promoveram horrores durante todos os períodos catalogados, e as multidões incautas sempre foram pilares de graves crimes, quando acataram tais situações com normalidade de convívio.

No livro autoral, Deus e Política – Enredo da morte no Brasil, escrevi uma frase que coaduna inúmeras explicações: Nunca foi pecado, sempre foi política.

Todas as violências cometidas em nome de Deus nunca foram planejadas por Ele, mas pelos homens revestidos de algum tipo de poder mundano, comercial, econômico, e tudo isso se transforma em política.

Os homens/feras estão presentes na história humana com seus instintos sanguinários, aproveitando espaços de naturalização da cultura da força, da violência letal institucional ou não, sendo transformados em líderes.

Há quem ignore o que está acontecendo em Gaza, com o povo Palestino, seja por desconhecimento geopolítico, seja por indiferença, mas também há quem elabore pensamentos prevendo que aquela truculência indica apenas um teste feito por potências beligerantes, com vistas a um avanço sobre outras partes do globo.

A América mãe da guerra está enviando sinais para a América Latina.

A condescendência das instituições globais pende sempre para o lado de quem se revela mais forte. A solidariedade para com as vítimas da guerra genocida tem se revelado insipiente. Israel e EUA seguem a fazer experimentos de terror, usando a fome como isca para bombardear crianças.

Não há palavras fortes o suficiente para promover o cessar fogo. O objetivo de extermínio ainda não foi alcançado. O mundo está assistindo a destruição de um povo.

O presidente da nação que mais investe em armamento e políticas de defesa está destruindo pontes diplomáticas de caso pensado, com objetivos de domínio. Eles estão minando os sistemas para instalar o caos.

Quem lucrará com isso todos sabemos, mas sequer conseguimos avaliar o tamanho do desastre que podem provocar.

Sionismo, nazismo, fascismo, e até coisas obtusas como bolsonarismo e mileirismo reforçam o caldo bélico do capitalismo, sob urros de evangelismos.

O deus da guerra está promovendo o terreno da próxima guerra mundial? Ou estará planejando invasões localizadas, individuais, a cada território que deseje saquear?

A ignorância sobre a própria história e o analfabetismo político de base religiosista são entraves gravíssimos ao avançar da consciência global.

Quem tiver olhos de fazer leitura, que entenda e busque entender cada vez mais o que está por trás destes fenômenos contemporâneos. Não há histórico de piedade para com os vencidos. Entender política é o melhor caminho para a proteção comum.

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