O clima nos bastidores do SBT ferveu nas últimas 48 horas, mas a decisão final já foi tomada. Em meio a uma onda de rumores sobre uma possível demissão ou suspensão de Carlos Roberto Massa, o Ratinho, a emissora de Silvio Santos bateu o martelo nesta sexta-feira (13).
Em comunicado oficial, a assessoria do canal foi categórica: “Ratinho continua normal”, encerrando as especulações de que o apresentador deixaria a grade após as declarações polêmicas envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
O imbróglio começou na noite de quarta-feira (11), logo após Hilton ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Durante seu programa, Ratinho questionou a escolha, afirmando que “não achou justo” uma mulher trans liderar a comissão. O apresentador disparou frases que incendiaram as redes sociais, como “para ser mulher tem que ter útero e menstruar”, o que motivou uma reação imediata da parlamentar.
Erika Hilton não deixou as falas passarem em branco. Nesta quinta-feira (12), a deputada protocolou um pedido de investigação contra o comunicador, solicitando abertura de inquérito policial e até sua prisão.
Se condenado por transfobia, crime que, vale lembrar, é equiparado ao racismo, Ratinho pode pegar até seis anos de reclusão.
Em suas redes sociais, Hilton elevou o tom: “Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, lhe resta apelar à violência”.
A defesa do apresentador: “Só existem dois gêneros”
Do outro lado, Ratinho nega qualquer crime e já prepara sua contraofensiva jurídica. Ao colunista Lucas Pasin, do portal Metrópoles, ele afirmou que não houve ofensa, mas sim uma divergência de opinião sobre o que define o gênero feminino.
“Transfobia é você tratar mal o outro, e eu jamais fiz isso”, defendeu-se o apresentador, que prometeu processar quem o rotular como transfóbico.
Ele reiterou sua visão de que existem apenas os gêneros masculino e feminino, classificando o restante como “comportamento”.







