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O desabafo de Lula nos bastidores da crise que envolve Lulinha

O Palácio do Planalto vive um dilema entre o silêncio estratégico e a ofensiva total. Após a defesa de Lulinha admitir ao STF que uma viagem a Portugal foi custeada pelo empresário conhecido como “Careca do INSS”, uma ala do PT passou a exigir que o governo abandone a cautela.

A estratégia, desenhada pela Secom de Sidônio Palmeira, de evitar o assunto, sofre forte resistência de líderes que defendem um “contra-ataque” imediato.

A ideia é resgatar o caso das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro para desviar o foco das investigações que agora desgastam a imagem de Lula em plena pré-campanha.

Segundo apuração da CNN Brasil, nos bastidores o clima entre pai e filho é tenso. Relatos que circulam na cúpula do governo descrevem uma conversa “tensa e marcada por irritação” da parte de Lula.

O presidente teria cobrado explicações detalhadas sobre as relações de Lulinha com empresários do setor previdenciário.

Embora o filho negue qualquer vínculo com os desvios, a frase de Lula “se houver envolvimento, será investigado”, tem sido usada por aliados para tentar desvincular a figura do presidente das suspeitas que cercam seu familiar.

Agora, a torcida no PT é para que o fluxo de informações no STF estacione.

Caso novos fatos não surjam, a estratégia jurídica e política será consolidar a narrativa de “perseguição política” com viés eleitoral.

Contudo, com a pré-campanha nas ruas e a oposição municiada por dados do próprio processo, o governo se vê diante do desafio de retomar o protagonismo sem ser arrastado para o centro de um escândalo que atinge o coração da Previdência Social.

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