Muito próximo ainda dos efeitos do governo que engrossou o tutano do agro e do agrotóxico, vizinho da Argentina partida entre vozes de luta e vociferante bufão liberal, próximo do Chile que deu cambalhota para trás e circulando em volta do poder com Lula ensaiando diversas performances ao mesmo tempo, sem conseguir fazer sentir melhora real na vida real, o Brasil quer sorrir.
Final de ano com supermercados e lojas de departamentos cheias de gente, hospitais e UPAs abarrotadas, filas de bancos e lotéricas também disputadas, no silêncio social ocultando prisões superlotadas, enquanto seguimos cheios de dívidas e esperanças de conseguir pagá-las, sabemos que o país quer sorrir.
Entrando em ano eleitoral com melindres e juras cheias de boas intenções, certamente com os corações plenos de efeitos da natividade divina, reunindo os que sobraram em volta das mesas, beira-mar, piscinas ou banhos de mangueiras, o Brasil quer sorrir.
Para seguir sorrindo tem sido posto na lista a proposta mais descolada dos tópicos de algoritmo: basta não pensar.
Rumo ao Ano Novo, cheios de qualquer coisa que sirva para não sofrer.



