Cinco dias do anúncio do Plano Nacional de Segurança em Alagoas- tratado como a reinvenção de métodos de sucesso no combate ao crime- o Governo mostra que tem pressa nos resultados: ocupou bairros períféricos ou grotas, colocou helicópteros para rasgar os céus da capital, adiantou que os homicídios caíram 50%.
Tudo para mudar a imagem de que Alagoas- e Maceió- são os lugares mais violentos do mundo.
Só que os métodos não incluem apenas a psicologia. Usam também um pouco de pragmatismo. E nem sempre esta palavra funcionou no passado.
O Governo nomeou os delegados Robervaldo Davino e Carlos Alberto Reis- ambos com postos-chaves na era Ronaldo Lessa, para assumirem, desde já, o controle operacional no combate ao crime.
Davino assume o Departamento de Polícia Judiciária Área I, que abrange o Sertão; e Carlos Reis, do Departamento Polícia Judiciária Metropolitana – DPJM, que abrange as delegacias da Grande Maceió.
Na era Lessa, os dois não diminuiram os assassinatos- que já estavam em escalada descontrolada- conforme os relatórios do Instituto Sangari.
Foi nos tempos dos dois que os assaltos a bancos, ônibus interestaduais e roubos a cargas ganharam destaque na imprensa nacional e internacional; bandidos periféricos estampavam as páginas dos jornais quase diariamente- tentativa da polícia mostrar o “resultado” de suas ações contra assaltantes descalços tratados como chefes de quadrilhas.
E os cemitérios clandestinos brotavam nas periferias amedrontadas e silenciadas.
A pergunta é se os métodos Davino e Carlos Reis têm a ver com a mudança na política da segurança pública, uma aproximação do Governo com a atual direção da Associação dos Delegados de Alagoas ou estão ligados a candidatura de Lessa à Prefeitura de Maceió?
É aguardar as próximas ações policiais.








