Nova tecnologia diagnostica doenças em recém nascidos


Terra

Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine descobriu uma nova tecnologia de sequenciamento de genomas capaz de diagnosticar em apenas alguns dias doenças genéticas em recém-nascidos que estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de hospitais.

O novo teste poderia diminuir o tempo levado para o diagnóstico de doenças, iniciar tratamentos disponíveis o quanto antes e diminuir a ansiedade dos pais dos bebês. Antes da pesquisa, um teste normal levaria mais de uma semana para apresentar um resultado.

Chamada de SSAGA, a tecnologia permite qualquer médico de ordenar um teste genômico complexo em apenas alguns cliques. Após coletar uma amostra de sangue (uma gota) e extrair o DNA do bebê, médicos podem descobrir se a criança apresenta alguma condição genética. Os computadores mapeiam cerca de 7,5 mil genes e doenças genéticas (que normalmente não são conhecidas dos especialistas). Depois disso, o sistema busca mudanças no código do DNA que explicam a doença.

O processo inteiro é feito em mais ou menos dois dias e é ideal para ser usado na UTI neonatal. Os pesquisadores fizeram um diagnóstico definitivo em três dos quatro bebês testados com a nova técnica. Um resultado apresentado tão rapidamente pode fazer uma diferença dramática para a saúde dos recém-nascidos.

Existem cerca de 500 doenças genéticas para cada tratamento. A Fenilcetonúria (PKU, na sigla em inglês), por exemplo, é uma doença genética que afeta bebês recém-nascidos e causa deficiência intelectual e convulsões. Se diagnosticada e tratada cedo, permite que a criança tenha um desenvolvimento mental normal.

Agora, a equipe de pesquisadores planeja ampliar o teste para cem ou mais bebês para destacar os benefícios, custos e problemas exatos do processo. Os cientistas também acreditam que podem diminuir o tempo total de testes de 50 para 36 horas até o fim do ano.

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