Governo abre caminho para eleição de Marcelo Victor na Assembleia

Em 2022, Renan Filho deve renunciar o Governo para disputar o Senado; Luciano Barbosa, atual vice, vira titular e o segundo nome na linha de sucessão ao Governo estará sentado na Presidência da Assembleia

Após a desistência de Olavo Calheiros na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, o Governo resolveu que não irá apresentar outro candidato ou criar obstáculos para a eleição de Marcelo Victor para a principal cadeira da Casa.

O entendimento do Governo é que, dos 19 ou 22 deputados integrando o grupo de Victor, 3 são vistos como oposição e sem expressão entre os demais parlamentares.

Os outros poderão voltar a compor com o Executivo.

No grupo de Marcelo Victor, porém, há quem prefira esperar a eleição. A crença é que o cenário, por não favorecer o governador Renan Filho, o próprio Renan criará alternativas para obstaculizar a gestão do deputado estadual.

As eleições para a Assembleia serão no dia 1 e são importantes para Renan Filho porque quem sentar na principal cadeira da Casa estará na linha de sucessão ao Governo.

Em 2022, Renan Filho deve renunciar o Governo para disputar o Senado; Luciano Barbosa, atual vice, vira titular e o segundo nome na linha de sucessão ao Governo estará sentado na Presidência da Assembleia. E tem muitos poderes. É na Assembleia que funciona a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que legaliza (ou engaveta) todos os projetos do Governo com passagem pelo Legislativo. É a Assembleia quem decide se o governador continua no cargo ou sofre impeachment. Uma maioria governista ou um grupo de deputados na oposição pode ser o sonho ou o pesadelo de um chefe de Executivo.

Todo este eixo pode ser alterado pelo perfil do presidente da Assembleia. Se for governista, tende a ser um aliado; oposicionista, nem o céu é o limite.

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