Marcelo Beltrão: ‘Prioridade da educação é melhorar os índices, não Escola Sem Partido’

“Temos uma prioridade na educação alagoana: os índices. Eles precisam melhorar. Os dados são absurdos. Temos 188 mil jovens no Ensino Médio, de um universo de 200 mil. Onde está o restante?”

“Escola Sem Partido não é prioridade da educação”;

“Fui secretário de Educação duas vezes. Nunca interferi no funcionamento de uma sala de aula”;

“Sou favorável à autonomia do professor. A Constituição Federal já dá os limites”

O deputado Marcelo Beltrão assume no próximo ano, pela primeira vez, a cadeira na Assembleia Legislativa. Adiantou ao blog que gostaria de comandar a Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Turismo. Foi duas vezes secretário de Educação: a primeira em Coruripe; a segunda, em Marechal Deodoro, quando deixou a função para disputar uma das 27 cadeiras de deputado. Foi prefeito de Jequiá da Praia 8 anos.

“Um bom professor tem autonomia na sala de aula”;

“Temos uma prioridade na educação alagoana: os índices. Eles precisam melhorar. Os dados são absurdos. Temos 188 mil jovens no Ensino Médio e 200 mil no censo”

“60% dos alunos nas séries iniciais são analfabetos”.

Marcelo pautou a própria campanha nas experiências como secretário de Educação. Quando assumiu a presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), viu que falar de educação não era assunto pisado e repisado. Acompanha as discussões sobre o Escola Sem Partido que está na Câmara dos Deputados e deve ser analisado, no final deste mês, no STF.

Há discursos que querem criminalizar os professores, se eles abordarem questões de gênero ou política em sala de aula. O projeto analisado esta semana na Câmara é ainda mais radical e praticamente fecha espaços para os professores de esquerda. Eles podem ser barrados logo no primeiro peneirão: a entrada nas escolas e universidades, via concurso. Nas entrelinhas do projeto, ser de esquerda virará requisito negativo.

“Eu tenho estilo diferente, sou mais conciliador. Nem entrou, por exemplo, o tal do kit gay nas escolas. Para mim, na escola, o aluno aprende. Essa discussão sobre gênero, para mim, nem deveria estar na pauta porque temos assuntos muito mais prioritários”.

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