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Nos EUA, lobby quer escolas armadas

No mesmo dia em que o presidente Barack Obama divulgou um vídeo prometendo impor restrições à venda de armas nos Estados Unidos, a Associação Nacional do Rifle (NRA) pediu ao governo que combata a violência com mais armas. “Pedimos ao Congresso que atue imediatamente em tudo o que for necessário para que haja oficiais armados em cada uma das escolas deste país”, afirmou o vice-presidente da NRA, Wayne LaPierre, em uma coletiva de imprensa em Washington, marcada por protestos contra a associação.

“A única forma de deter um cara mau com uma arma é um cara bom com uma arma”, disse LaPierre. Este foi o primeiro pronunciamento da instituição desde a morte de 20 crianças e 6 adultos no massacre em Newtown (Connecticut). Segundo o executivo, a solução para os atentados é escalar policiais ou agentes de segurança em todas as escolas americanas.

Mesmo com as declarações da NRA, no que depender de Obama, os direitos dos cidadão comprarem e venderem armas devem sofrer restrições. “Farei tudo o que estiver em meu poder para avançar nestes esforços. Se há uma coisa que podemos fazer para proteger nossas crianças, temos a responsabilidade de tentar”, garantiu o democrata, em resposta às mais de 400 mil pessoas que assinaram uma petição on-line por medidas que ponham um fim aos atentados com armas de fogo.

De acordo com o Washington Post, fabricantes de acessórios infantis à prova de balas — como roupas e mochilas escolares — “lutam para manter a demanda” pelos seus produtos desde a tragédia da semana passada. Mesmo com a comoção causada pelo ataque, novos episódios envolvendo pessoas armadas ocorreram no país. Ontem, na Pensilvânia, quatro pessoas morreram e vários policiais ficaram feridos em um tiroteio em uma área rural. A polícia do Arizona informou também que deteve uma jovem de 16 anos que supostamente planejava atacar uma escola secundária e cometer suicídio.

As informações são do Correio Braziliense

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