Diego Hervani-Diário de Natal
No próximo dia 7 a região metropolitana de Natal pode ficar com um dos seus principais serviços de saúde sem funcionar corretamente. Após o indicativo de greve, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano ameaça paralisar suas atividades caso a gratificação por produtividade e o adicional de insalubridade não sejam reajustados. A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) promete se reunir com os trabalhadores na próxima segunda-feira.
Ao invés de 20%, 40% de gratificação por insalubridade. Esta é uma das reivindicações dos funcionários do Samu para não pararem suas atividades. De acordo com Paulo Martins, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), o pedido não é nenhum absurdo, já que os riscos que os funcionários correm todos os dias é muito alto. “A cada atendimento os trabalhadores estão correndo risco de contrair alguma doença. Eles se doam ao máximo no trabalho, então merecem essa recompensa. Nada mais justo do que os 40%, que é o máximo permitido pela lei”, destacou.
A outra reivindicação é referente à gratificação por produtividade. Segundo Paulo, o cálculo que vem sendo feito é sobre o repasse do Governo Federal, quando também deveria ser feito sobre o repasse estadual. Martins lembra ainda que vinha avisando o Governo sobre a possibilidade de greve desde o fim do ano passado, mas que em nenhum momento uma solução foi apresentada. “A cada 15 dias nos tínhamos uma reunião para tratar do assunto no sindicato. Conversamos com o Governo e nada foi solucionado. Agora chegamos neste ponto. Mas chega do Governo se sair bem e os trabalhadores serem prejudicados”.
Na próxima segunda-feira a Sesap terá uma reunião com os representantes do sindicato. Caso os trabalhadores decidam por manter a greve do dia 7, apenas 30% do efetivo continuará trabalhando. “Sabemos que é prejudicial para a população. Mas não podemos fazer nada. Serão quatro carros funcionando, com um enfermeiro e o motorista. Ainda tentaremosparalisar alguns carros do interior, para o movimento ganhar ainda mais força”, finalizou Paulo Martins.








