Pela indubitável importância da existência e atuação de um órgão colegiado que apresente frente aos inúmeros problemas da Segurança Pública em Alagoas, parabenizamos o Conselho Estadual de Segurança Pública, que ontem empossou novos conselheiros.
No entanto, a disposição de análise deste texto paira sobre um ponto que chamou a atenção, a questão de gênero!
Alagoas é um estado que conta com a atuação feminina em todas as áreas, inclusive na área jurídica.
A militância de mulheres também pode ser apreciada em diversos setores da sociedade, assim como o grito feminino tem sido mais contundente na hora da dor e das denúncias (que ainda precisam ser ouvidas!) na luta por segurança e justiça!
Por essa razão, o CONSEG/AL carregará durante essa gestão uma imensa lacuna de gênero, com uma composição masculina, atenta ao simbolismo de cada nome indicado para ocupar o espaço, mas perdendo em qualidade pela ausência de vozes femininas.
É provada a capacidade das mulheres em perceber nuances e levar ao enfrentamento temas que exigem mais que firmeza, convicção e coragem.
Apesar de em minha história pessoal registrar esforço inútil ao denunciar as vilanias de segmentos da polícia alagoana ao Conselho de Segurança, encontrei nas mulheres ali presentes o apoio que apenas as mães conseguem trocar, à época estavam na composição as doutoras Cláudia Amaral e Elaine Pimentel.
Observando e analisando o momento da posse na manhã de ontem, registro essa análise hoje, na esperança de que, apesar do perfil austero do gênero posto, o CONSEG possa romper as membranas relacionais que tanto atrapalham a atuação legítima dos órgãos colegiados em Alagoas e escreva uma história de isenção e justiça.