Ícone do site Repórter Nordeste

“Ninguém Acima da Lei”: Empresários desafiam STF na USP

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

O histórico pátio da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, volta a ser palco de um movimento de pressão política e institucional nesta segunda-feira (02/03).

Sob o lema “Ninguém Acima da Lei”, um ato marcado para o final da tarde reúne nomes de peso do setor produtivo brasileiro em defesa da implementação de um código de ética rigoroso para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração de Caio Junqueira, da CNN Brasil, a presença de lideranças empresariais de relevância nacional, como Fabio Barbosa (Natura), Horácio Lafer Piva (Klabin) e Pedro Parente (Syngenta), confere um tom de urgência à mobilização.

A expectativa é que Barbosa e Parente ocupem o microfone para discursar em favor de maior transparência no Judiciário, em um evento que conta com o apoio de cerca de 20 entidades, incluindo a Transparência Brasil, o movimento Derrubando Muros e a Humanitas360.

O centro da crise

O manifesto que será lido durante o ato clama por um “saneamento institucional e ético” e pela criação de parâmetros transparentes que guiem a atuação das cortes superiores.

A movimentação ocorre em um momento de desgaste para a Corte, acentuado pelo chamado “caso Master”.

Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos com fortes laços históricos com a instituição que sedia o protesto, são os nomes centrais da controvérsia.

Enquanto Toffoli enfrenta questionamentos sobre pagamentos recebidos de sócios do banco, Moraes é alvo de críticas devido a um contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de sua esposa com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Até o momento, ambos os magistrados posicionaram-se de forma contrária à adoção de um código de ética específico para a cúpula do Judiciário.

Sair da versão mobile