Nikolas Ferreira promete derrubar lei da misoginia

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que trabalhará para barrar a tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil, logo após a proposta ser aprovada pelo Senado Federal com 67 votos favoráveis e nenhum contrário.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou o texto como uma “aberração” e afirmou que iniciará os esforços para derrubar a matéria assim que ela chegar para análise na Câmara dos Deputados.

A reação do deputado ocorre em meio ao avanço do PL nº 896/2023, que busca incluir a aversão às mulheres no rol de crimes de preconceito e discriminação.

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A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) com relatoria de Soraya Thronicke (Podemos-MS), altera a Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) para punir condutas que manifestem ódio, aversão ou incitação à violência contra o público feminino.

O texto aprovado define penas de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, para os casos enquadrados como discriminação por misoginia.

Segundo as autoras da medida, a mudança é fundamental para reforçar a proteção penal às mulheres e ampliar os mecanismos de combate a manifestações de ódio motivadas estritamente pela condição de gênero.

Apesar da aprovação unânime no Senado, a matéria deve enfrentar resistência da ala conservadora na Câmara, liderada por figuras como Nikolas Ferreira, que questionam o mérito e a aplicação da nova legislação.

O projeto agora segue os ritos regimentais da Casa Baixa, onde passará por comissões temáticas antes de ser levado ao plenário.

A justificativa do Senado para a urgência da medida reside no aumento de casos de violência simbólica e física contra mulheres, enquanto a oposição promete um debate intenso sobre a liberdade de expressão e os limites da tipificação penal proposta.

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