Era o major depois coronel João Mendes de Mendonça, que recebeu os cumprimentos do ideólogo do regime militar, o general Golbery do Couto e Silva.
Em tom amistoso, o general, empossado chefe do Gabinete da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional, se dirigia ao neto do presidente alagoano Floriano Peixoto como um colega. Deu-lhe seu endereço, número do telefone e encaminhava um livreto sobre a organização do Conselho.
Estamos em 1961, faltando pouco tempo para a instalação do regime militar e parecia que Alagoas se preparava para o advento do início da repressão.
O coronel Mendonça, elogiado pelo governador Luiz Cavalcante, não tinha “medo de assombração”. Referência indireta aos fantasmas do comunismo. Foi o coronel quem pôs água na fervura- expressão usada pelo governador- nos protestos da esquerda.
Mais histórias sobre a ditadura no livro Alagoas: Ditadura, Subversivos, Heranças, de Odilon Rios.
À venda pelo whatsapp: 82-98871-0198 // 82-98155-9787 (Sebastião)// na banca de revista Ponta Verde, na orla de Maceió (82-99691-3966)// na Amazon.







