Sem a união da classe política alagoana, a tragédia dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro está se transformando em pauta comum, destas que não repercutem mais, integram a paisagem, perdem força nos discursos e as ações se resumem ao pagamento do aluguel social (até quando?) e a indecisão quanto ao futuro destes refugiados invisíveis.
No dia 8 completa 1 mês da apresentação do relatório do Serviço Geológico do Brasil sobre o fenômeno que engole os bairros e é causado pelas minas de salgema exploradas pela Braskem, segundo o relatório
Os poderes reagiram. Mas o tempo favorece a Braskem e não perdoa os moradores. Por conta própria, moradores vão à Justiça em busca da compensação dos prejuízos, sempre pequena diante de valores sentimentais, psicológicos, sensação de fracasso, impotência.
A justiça federal ainda não decidiu se a competência das ações pertence a ela ou a justiça estadual; a Braskem prepara relatório próprio para contrapor ao do Serviço Geológico e só quer acordo após o trâmite de todos os recursos judiciais.
E a classe política alagoana não tem ações conjuntas para o grave problema. Iniciativas isoladas atraem resultados de pequeno alcance.
E os moradores? Como ficam?
Não ficam. Por enquanto…





