Repórter Nordeste

Nascer alagoano virou fatalidade

As cenas lamentáveis exibidas na TV alagoana, levaram lágrimas aos olhos das pessoas mais sensíveis.

Parturientes amontoadas como se fossem coisas; bebês nascendo no chão…

O simbolismo forte a marcar a vida de quem é recepcionado assim, em pleno caos. No Estado entre os mais violentos, que também ocupa o topo de vários indicadores de descompensações sociais…

Aqui há muita fome, analfabetismo, doenças e desemprego. Aqui se nasce no chão por falta de leito, de estrutura mínima de atendimento nas maternidades.

Por outro lado, um juiz chega a ganhar uma média de 60 salários mínimos, sozinho.

Aqui encontramos um dos maiores percentuais de crianças que convivem com pais desempregados.

Extremos, fazem Alagoas!

Desequilíbrio que justifica a força da opressão política, o ponto final dado pelo gatilho do revólver nas praças públicas, impunemente.

Políticos ortodoxos, advindos das castas do acúcar e similares, seguem extirpando a esperança de cidadania e dignidade.

Ás vezes, o caos esborra, ganha as ruas, incontido. Mas isso não é comum. O caos normalmente está escondido embaixo dos tapetes de cada instituição pública alagoana. Se procurar, acha.

Hoje, vale olhar a cena explícita e constatar com firmeza a fatalidade que é nascer pobre em Alagoas. Literalmente, no chão.

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