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Não associo chamar a presidente de “vagabunda” à democracia.

Com o mote de protesto pacífico, em Maceió os manifestantes contrários à presidente Dilma não pouparam agressões verbais, ao modo coronelista por aqui bem conhecido.

Nesta terra, ser elite sempre significou poder destratar o outro com adjetivos indignos e desqualificações.

Como grande número de insatisfeitos – ainda com os resultados das eleições de 2014 – o movimento agrega representantes da direita ortodoxa local e seus herdeiros inconformados com o avanço de outras ideologias e participação mais popular nas alvoradas políticas.

Faço parte do quantitativo de brasileiros que criticam a presidente Dilma, muito antes da reeleição ocorrida. Mas componho também o número daqueles que não abrem mão do respeito à democracia, e acredita que palavras pejorativas e xingamentos não expressam desejo de melhorar o país, mas a expansão de uma raiva histórica, contida à custo pelos conservadores.

A característica mor da elite alagoana sempre foi a violência no trato. As finezas são restritas por conveniência, e os “inimigos” são vistos com o foco da despossessão de direitos, haja vista a destruição material e simbólica do outro no correr da nossa história.

Por esse e outros exemplos de malcriação burguesa desta nossa média elite local, peço desculpas públicas à presidente Dilma Rousseff, asseverando que nem todos os alagoanos associam chamá-la de “vagabunda” à democracia.

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