Maria Helena, namorada do delator do PCC Vinicius Gritzbach, disse em depoimento a polícia que o militar que fazia a segurança e um motorista foram a Maceió receber uma encomenda direcionada ao empresário: as jóias valendo R$ 1 milhão, pagamento de uma dívida.
Enquanto isso o casal estava em São Miguel dos Milagres, buscando uma casa para passar o final do ano.
As informações são do portal Metrópoles.
Ela afirmou que, entre os dias 5 e 6, ouviu Gritzbach conversando ao telefone com uma pessoa que lhe devia dinheiro. “Posteriormente, ele determinou que o policial militar Samuel Tillvitz da Luz e o motorista Danilo Lima Silva fossem até Maceió buscar algumas joias que seriam parte do pagamento dessa dívida.”
As joias estavam com a vítima no momento do ataque e foram entregues ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) posteriormente, segundo informa o portal.
Na sexta-feira em que Gritzbach foi assassinado, o policial militar Samuel Tillvitz foi antes do casal de namorados ao aeroporto de Maceió, de carro, onde teria despachado sua arma de fogo. Ele aguardou a chegada de Gritzbach e Maria Helena, que foram até o embarque em um transfer, saindo do hotel onde estavam hospedados por volta das 8h30.
Maria Helena relatou à polícia que o casal estava ciente de que seria aguardado, no aeroporto da Grande São Paulo, por policiais militares que faziam a segurança particular do empresário. Oito deles foram afastados de suas funções após a repercussão do caso.
Assim que o avião pousou em Guarulhos, Gritzbach recebeu um telefonema, no qual lhe foi informado que o Volkswagen Amarok, que faria sua escolta, estava com problemas mecânicos.
Segundo os quatro policiais que faziam a segurança privada de Gritzbach naquele momento, devido ao problema mecânico, apenas um deles foi buscar o empresário, usando outro veículo, enquanto os outros três permaneceram com o carro quebrado no posto de combustíveis.
Maria Helena destacou ao DHPP que o Amarok contava com blindagem nível 5, ou seja, absorvia até tiros de fuzil. Já a Trailblazer que aguardava o casal, acrescentou a namorada, contava com blindagem nível 3, o que deixava o empresário mais vulnerável. Gritzbach, porém, não teve tempo de embarcar no carro blindado. Antes disso, foi alvo de mais de 20 tiros, de três tipos de calibre diferentes, incluindo de fuzil. Dez disparos o atingiram, dois deles no rosto
