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Na lista dos estados que mais violentam mulheres, Alagoas recebe CPI federal

Com Agência Câmara

Alagoas está na lista dos estados que devem receber, nas próximas semanas, os parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Violência contra a Mulher.

Pelos dados levantados pela CPI, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Pará, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso e Tocantins têm as maiores taxas de violência contra a mulher- e vão receber a visita do pessoal da comissão.

Além de aprovar a nota de repúdio à decisão do STJ, as parlamentares da CPI mista que investiga a violência contra a mulher ouviram ontem ativistas dos direitos femininos que denunciaram o aumento de prostituição infantil e de prostíbulos em comunidades onde há grandes obras de construção de hidrelétricas, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Para a representante do Movimento das Mulheres Camponesas, Rosângela Piovizani, os governos estaduais e o federal devem tomar providências diante da situação que considera preocupante, agravada pelo tráfico e pela violência.

“Só na cidade de Estreito, no Maranhão, existem 240 casas de prostituição, e os operários que foram para lá trabalhar na construção de uma usina utilizam um cartão que eles batizaram de cartão dos prazeres”, exemplificou Rosângela.

A secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmen Helena Ferreira Foro, advertiu para o descaso do poder público e a “total invisibilidade” das vítimas de violência doméstica que estão na zona rural.

“De cada quatro mulheres que vivem no meio rural, uma é extremamente pobre. Muitas nem sequer têm condições econômicas de arcar com o deslocamento por grandes distâncias para buscarem ajuda das autoridades”, lamentou Carmen.

Uma das denúncias apresentadas na reunião foi de uma mulher em São João da Baliza (RR) que disse ser constantemente agredida pelo marido, mesmo após ter feito mais de 30 queixas à polícia. A relatora da comissão, Ana Rita (PT-ES), informou que o colegiado fará diligências e audiências nos estados nas próximas semanas.

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