Está escrito no livro “Notícias do Planalto”, um episódio que marcava uma das brigas políticas mais renhidas entre duas lideranças alagoanas: Arnon de Mello e Silvestre Péricles de Góis Monteiro.
O palco era a campanha ao Governo em 1950. Arnon ganhou a disputa, o candidato de Silvestre perdeu. 57 mil votos contra 36 mil.
Uma humilhação ao poderoso membro do clã Góis Monteiro, com ampla influência política desde a primeira era Vargas, pós-revolução de 1930.
Pior: governador, Silvestre teria de assistir Arnon subir as escadarias do Palácio Floriano Peixoto e entregar-lhe o Governo.
Daí surge a ideia: o governador Silvestre encomenda quilos de coco aos presos da Cadeia Pública, como último ato de sua administração.
Quem defecasse ao menos um quilo, estaria livre das grades. Dezenas beneficiaram-se com o indulto fecal.
Silvestre determinou que as fezes fossem espalhadas nas paredes do Palácio Floriano Peixoto, do teto ao chão, passando também pelos móveis.
Agora governador, Arnon e a esposa Leda aterrorizaram-se com a cena catingosa.
Entraram no Palácio mais de um ano após a posse- claro, múltiplas faxinas.






