É reconhecida a capacidade técnica de Luciano Barbosa.
Ele não é apenas um indicado do senador Renan Calheiros para a Secretaria Estadual de Educação.
Barbosa tem know how, conhece a máquina pública, os corredores de Brasília.
Não chegou onde está à toa. Mesmo que a era Bolsonaro louve a mediocridade.
Não é o caso do vice-governador e secretário.
Mas os homens também são escravos de suas megalomanias.
Barbosa prometeu uma revolução na educação em Alagoas.
Ele implantou a escola em tempo integral.
Mas em pleno século 21 ainda estamos discutindo as condições de trabalho muito ruins dos professores e os salários, ainda indignos.
Secretário, esses problemas estão escritos nas fallas provinciais de uma Alagoas recém-emancipada de Pernambuco.
Há 200 anos atrás, portanto.
Os deputados estaduais cobram a presença do secretário na Assembleia.
Claro que existirão desabafos e muito barulho por nada.
Mas, por que a nossa revolução na educação ainda está estacionada no básico, não discute as condições de saúde dos professores, não sai do lugar comum mostrando reformas em escolas?
Quando a educação terá uma reforma humana e não só de tijolos?
Quando a Seduc deixará de ser um chicote de feitor e transformará escolas em espaços para a riqueza do ser gente?
Ou o estouro da educação é barulho de traque?





