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Mulheres são presas após aplicar golpe em idosa

Estado de Minas

Duas mulheres foram presas na tarde desta segunda-feira no Centro de Belo Horizonte depois de aplicarem o golpe conhecido como “achadinho” em uma idosa de 70 anos. As suspeitas já estavam sendo monitoradas pelo serviço de inteligência da Polícia Militar (PM) devido ao grande número de estelionatos na capital mineira. Na delegacia, uma das criminosas chegou a chorar ao negar o crime, porém foi reconhecida pela vítima.

A vítima havia sacado R$ 678, referente à aposentadoria, no Banco Mercantil do Brasil, localizado na Rua Goitacazes esquina com a Avenida Amazonas. Logo após o saque, ela caminhava no entorno do Mercado Central, quando foi abordada por uma das suspeitas. “A mulher perguntou se a idosa havia achado uma bolsa que ela havia perdido e saiu. Pouco tempo depois, uma comparsa apareceu e falou com a idosa que havia encontrado uma bolsa na rua e perguntado se era dela. A vítima disse que não e apontou a outra mulher como dona do material”, explica o soldado Éric dos Santos.

De acordo com a PM, a criminosa comemorou o encontro do objeto e ofereceu uma recompensa as duas. “Ela disse que a comparsa e a idosa teriam de ir até um prédio próximo para pegar o dinheiro. Porém, argumentou que no imóvel só poderia entrar uma pessoa de cada vez e sem bolsa. A outra criminosa foi primeiro e voltou com um suposto dinheiro que teria ganho”, afirma Santos.

Acreditando que também iria ganhar a gratificação, a idosa deixou a bolsa com as duas suspeitas e tentou procurar o prédio. “Na verdade nem o prédio existia. Elas ficavam escondidas na rua e depois voltavam”, diz o soldado. Quando a vítima voltou, a dupla já havia fugido com o dinheiro sacado por ela no banco.

O que as golpistas não esperavam era que estavam sendo monitoradas pelas câmeras do Olho Vivo. Os militares foram até elas e conseguiram prendê-las na Avenida Amazonas. “Quando chegamos as duas estavam saindo rindo, felizes da vida”, conta Santos. Foram detidas Milta Rodrigues Soares, de 42 anos, que já tem passagem por estelionato, e Renata Brito dos Reis, de 31, que já foi presa por tráfico de drogas.

Na delegacia, as duas negaram os crimes. “Uma delas chegou a chorar, mas a vítima a reconheceu. Também já estávamos monitorando elas por outros golpes aplicados no Centro de Belo Horizonte”, comenta o soldado, que faz um alerta. “ Na verdade, temos que desconfiar de tudo que é fácil demais. Ainda mais quando fizer um saque não pode ficar dando bobeira. Não podemos aceitar ajuda de estranhos”, orientou.

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